Recentemente, começou a circular em grupos de Whatsapp algumas informações que colocavam à prova a segurança dos termômetros infravermelhos. Entretanto, a ANVISA já se pronunciou a respeito, desmentindo tais notícias e ressaltando como funciona esses instrumentos de medição da temperatura.

Com a pandemia do novo coronavírus, a utilização do termômetro infravermelho vêm sendo uma das principais medidas implementadas para evitar o acesso de indivíduos infectados em ambientes fechados como shoppings, supermercados e farmácias.

Esse tipo de termômetro é o mais indicado para aferição de temperatura em casos de doenças contagiosas, principalmente, por possibilitar a medição sem o contato direto entre a ferramenta e o indivíduo. Por isso, seu uso foi e ainda é bastante incentivado pelos órgãos de saúde, sendo, inclusive, obrigatório em alguns locais.

A notícia falsa

Um vídeo disseminado por aplicativos de mensagens instantâneas sugere que o termômetro infravermelho pode causar danos à glândula pineal, localizada na parte central do cérebro e responsável pela produção de alguns hormônios relacionados ao ciclo circadiano e funções reprodutoras.

O vídeo ainda afirma que o instrumento tem potencial cancerígeno e que a medição de temperatura deve ser feita no pulso e não na testa para minimizar tais danos.

A resposta da ANVISA

A ANVISA informou que tais informações contidas no vídeo são falsas, ressaltando que a medição de temperatura através desses instrumentos é inofensiva à saúde do ser humano. O órgão ainda trouxe algumas informações sobre o funcionamento do termômetro infravermelho, relatando que essa ferramenta não emite radiação, mas sim detecta a radiação emitida pelo corpo quente.

Com relação à comercialização, a ANVISA afirma que os termômetros usados no âmbito da saúde devem ser submetidos e aprovados pelo órgão antes de sua distribuição nacional. De forma extraordinária foi aprovada uma resolução que prevê a importação de termômetros sem o registro na ANVISA desde que sejam regulamentados em algum dos países membros do International Medical Device Regulators Fórum-IMDRF.

Os equipamentos utilizados em estabelecimentos comerciais e ambientes públicos não são considerados produtos para saúde, não necessitando de aprovação pela ANVISA.

Entretanto, são submetidos a normas técnicas que estabelecem as suas condições de calibração e utilização.

Segundo essas normas e manuais da maioria dos termômetros infravermelhos a aferição deve ser realizada na testa. A medição em outras partes do corpo pode levar a um erro de leitura e só deve ser aplicada caso haja explícito no manual do fabricante.

Por que devo continuar usando o termômetro infravermelho?

O termômetro infravermelho não emite nenhum tipo de radiação. Na verdade, ele detecta a radiação infravermelha emitida pelo corpo em forma de calor. Alguns termômetros possuem um laser, que só serve de guia para a aferição da temperatura. Esse laser não tem capacidade de atravessar a pele.

Sendo assim, o termômetro infravermelho é uma ferramenta muito importante, eficiente e segura, que ainda deve ser utilizada para evitar a propagação do coronavírus.

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