Recentemente, uma nova variante do coronavírus tem preocupado autoridades e cientistas. Identificada primeiramente no Reino Unido, a mutação já foi registrada em 22 países. Apesar de mutações em vírus serem comuns, essa modificação é preocupante pela sua alta transmissibilidade. Entenda mais, abaixo!

Por que essa nova variante do coronavírus é preocupante?

A disseminação dessa nova variante está relacionada a um aumento de casos no leste e sudeste inglês, o que fez com que medidas mais rígidas de isolamento fossem implementadas na Inglaterra e no País de Gales.

Atualmente, a variante é uma das formas virais mais comuns do coronavírus em algumas partes do país, sendo uma das mais contaminantes e podendo representar uma transmissibilidade maior que 70%, quando comparada a forma viral inicial.

A nova variante é preocupante por três motivos: primeiramente, apresenta variações que afetam partes importantes do vírus, em segundo lugar, tem capacidade de substituir rapidamente outras versões do vírus e o terceiro motivo está relacionado a uma maior capacidade de infectar células.

Como a nova variante do coronavírus surgiu?

Apesar de ter sido encontrada primeiramente no Reino Unido em setembro, a variante pode ter sido importada de outros países com menor capacidade de detecção. Já foi comprovado por dados genéticos que casos dessa variante encontrados na Dinamarca e Austrália estão relacionados à modificação detectada primeiramente no Reino Unido.

Atualmente, a nova cepa corresponde a dois terços dos casos de coronavírus no Reino Unido.

Essa não é a primeira mutação do vírus que se modificou primeiramente na Europa em fevereiro e se espalhou mundialmente. Após isso, outra modificação foi encontrada também na Europa, estando relacionada ao verão espanhol.

O que já se sabe sobre a nova variação?

Dezessete alterações importantes foram encontradas na nova variante do coronavírus. Uma delas está presente na proteína spike, que está relacionada à ligação do vírus nas células. Essa mudança pode favorecer a sua entrada e explicar o possível aumento na transmissibilidade. Outra mutação do vírus foi encontrada em visons infectados na Dinamarca

Uma grande preocupação está relacionada à possibilidade dos anticorpos produzidos por pessoas previamente infectadas pelo novo coronavírus, não serem eficazes para proteger esses indivíduos dessa nova variante. No entanto, ainda será necessário muitos estudos para entender mais sobre o que está ocorrendo.

Ainda não há dados demonstrando o índice de mortalidade dessa nova variante, entretanto, sua alta taxa de transmissibilidade já constatada pode ser o suficiente para gerar problemas de superlotação em hospitais e centros de saúde.

Como fica a eficiência das vacinas com essa variação?

Três das principais vacinas contra a covid – Pfizer, Moderna e Oxford – treinam o sistema imune para atingir diretamente a proteína spike do vírus, principal parte envolvida na mutação. Contudo, o sistema imunológico é capaz de atingir várias partes dessa proteína, fazendo com que as autoridades continuem positivas com relação às vacinas.

Apesar de toda positividade, é importante conter essa e outras mutações, evitando assim, que o vírus se modifique a ponto de se tornar resistente às vacinas.

Além disso, uma vacinação em massa poderá forçar o vírus a se modificar para conseguir infectar pessoas imunizadas, o que provavelmente fará com que as vacinas sejam constantemente atualizadas. No entanto, possivelmente, as vacinas apresentarão mais de um ano de proteção contra o novo coronavírus.