Cientistas da Universidade de Harvard nos Estados Unidos desenvolveram um teste capaz de ser instalado em máscaras e que permite a detecção viral em até duas horas. Quer entender melhor sobre essa pesquisa e como esse dispositivo funciona? Acompanhe a leitura!

Máscara com teste integrado: O estudo

Publicado e divulgado recentemente pela revista Nature, a máscara com teste integrado se trata de um dispositivo que possui um tecido reagente e permite ativar o ensaio utilizando um botão.

O resultado do teste é obtido em até 90 minutos e apresenta precisão semelhante aos testes de PCR usados para diagnóstico atualmente.

Segundo o co-autor do trabalho, os cientistas envolvidos nos estudos conseguiram “encolher” todo o laboratório diagnóstico em um sensor que pode ser adicionado a qualquer máscara, combinando, ainda, uma precisão alta comparada aos testes mais eficientes, rapidez e baixo custo.

Além disso, o pesquisador informou que o biossensor pode ser aplicado a outros tecidos com o objetivo de detectar rapidamente materiais perigosos, como vírus, bactérias, agentes químicos e toxinas.

O sensor foi uma ideia originada antes da pandemia e o objetivo inicial era detectar o vírus Zika durante os surtos de 2015. Com a pandemia de covid-19, o dispositivo que seria utilizado em outros tipos de vestimentas foi aplicado a máscaras de proteção.

Como o sensor funciona?

Utilizando os elementos de moléculas usadas para ler DNA e produzir RNA, os cientistas extraíram e congelaram tais compostos que precisam somente de água para serem ativados. Além disso, circuitos genéticos foram acrescidos, sendo capazes de detectar a infecção pelo coronavírus por meio de moléculas alvo.

Outros tipos de testes para detecção do coronavírus

Atualmente contamos, basicamente, com 3 tipos de testes para detecção do coronavírus. São eles:

RT-PCR

Considerado o padrão ouro para diagnóstico da covid-19, o RT-PCR deve ser realizado até o 12º dia, sendo mais indicado entre o 3º e 4º dia da doença, quando a carga viral está mais alta. O exame detecta a presença de material genético do Sars-Cov-2 na amostra e é feito através da retirada de secreção respiratória diretamente da narina do paciente.

Sua confiabilidade é de 90% caso seja realizado no período correto. O ponto negativo é que o resultado pode demorar até dois dias para ser divulgado.

Sorologia

Os exames sorológicos detectam os anticorpos que o corpo produz em resposta à infecção do vírus. Por isso, não devem ser realizados logo nos primeiros dias de sintomas, visto que nesse período não há tempo hábil para a produção dessas moléculas. 

Sendo assim, os testes sorológicos são importantes para verificar se houve uma infecção prévia com o coronavírus e são feitos através da coleta de sangue venoso.

Teste rápido

Os testes rápidos também detectam anticorpos produzidos pelo vírus. Por isso, também, não devem ser usados para diagnóstico, mas sim para verificar se uma pessoa já teve contato com o vírus anteriormente. São mais baratos, mas apresentam uma confiabilidade reduzida.

Essas descobertas, como a do estudo, são um grande avanço na ciência, mostrando novos meios para testagem que sejam menos invasivos, eficientes, rápidos e de baixo custo.

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